sábado, 10 de outubro de 2009

Existencialismos

E mais uma vez ele subia a velha ladeira de sempre. Em sua mente, resquícios do que fora aquela noite. (Que não fora praticamente nada) Em seus pés, a dor do que era usar meias furadas. (Nunca queiram usar tais tipos de meias, é um martírio) O frio daquela noite não o incomodava muito, pois o sangue em suas veias ainda estava em constante circulação, pulsando as ondas de sua dança pelo seu corpo.

Naquela noite tocou Transmission e Just Like Heaven. Ele estava satisfeito.

Naquela noite ele podia ter tido a grande chance da sua vida. Ele teve duas.

O quê aconteceu, você pergunta?

Ele simplesmente as jogou fora. Ele tem medo. Do quê? Nem ele sabe...

Tantas coisas o perturbam ultimamente... Ele anda cansado e desestimulado. Esperando que alguém desça dos céus e o busque. Levando ele, e somente ele, à outro plano existencial. Onde possa viver em paz consigo mesmo e fazer o que deseja, com quem deseja.

Desejo... Ele odeia profundamente o desejo, pois ele facilmente o deixa levar.

Hoje ele está com preguiça de escrever alguma coisa mais elaborada.

Hoje ele vai se recolher para seu mundo preferido. E só acordará bem depois, mas em tempo para o entardecer.